Maratona nostalgia: Especial John Hughes - She's having a baby

Nessa maratona de filmes do John Hughes: 1. Planejar um viagem nem sempre é tão simples; 2. Um carro com escapamento que faz barulho de tiro sempre pode ser útil; 3. É preciso relaxar e deixar as coisas acontecerem; 4. Um pouco de malandragem sempre ajuda. Nesse quinto filme, acho que aprendi que os medos e incertezas nunca vão nos abandonar, por mais que a gente cresça.

Para mim o filme "She's having a baby" (Ela vai ter um bebê) é uma comédia que retrata muito bem os medos da vida de adulto: casar, trabalhar e ter filhos - sem entrar em questões de padrões e transformações na instituição familiar, já que é um filme de 1988. 

Jake Briggs e Kristy se conheceram quando adolescentes e resolveram que com o fim da faculdade, esse seria um bom momento para se casarem, apesar de Jake não estar muito certo disso. Como todos sabemos o casamento nunca é um mar de rosas e esses dois pombinhos vão aprender isso no dia-a-dia.  

O filme conseguiu me passar todos os sentimentos sobre a ansiedade e incerteza em relação as responsabilidades que vão surgindo na vida, muitas vezes não planejadas e outras planejadas até de mais. Assim interessante como John Hughes colocou o homem como aquele esteriótipo de "dificuldade em se amarrar, pertencer só a uma mulher e ser responsável por ela. Do outro lado, vem a mulher que se sente realizada em construir o seu lar, se tornar independente dos pais e ter filhos. 

No entanto, na cena em que a vizinhança faz um confraternização fica mais evidente, que eles ainda não conseguiam se sentir parte daqueles esteriótipos típicos de filme norte-americanos onde tem a rodinha de homens discutindo sobre seus cortadores de grama e as mulheres falando da vida alheia. 


Mais uma vez, ao tratar do tema familiar, John Hughes colocou um personagem para fazer o papel do diabinho na consciência do homem para tentar convencê-lo de que a vida de solteirão é melhor. Como sempre, ele sempre consegue tratar com bom humor essas questões, e assim como no Ferris Bueller's Day Off, tem uma cena musical.

Um ponto muito interessante das frustrações que John Hughes apresenta no filme é que a questão profissional. Jake é um escritor que está muito longe de ter qualquer coisa que possa se chamar de carreira com isso. Então, ele se vê obrigado a ter um emprego como todo mortal e bater o ponto todas as manhãs, saindo do subúrbio até o centro. Mas como todo escritor, ou pelo menos a maioria, ele sempre dava um jeito de escrever. Assim, ele acaba vendo nos dilemas da nova vida uma bela fonte de inspiração.

Fiquei muito feliz em ver nesse filme a atriz Elizabeth McGovern, ela faz a Cora na série Downton Abbey, e está muito novinha, fofa e linda! Em compensação, o Kevin Bacon tinha a mesma cara estranha que sempre teve para mim.

Enfim, acredito que o trailer resuma bem o filme e já serve com o um pequeno manual sobre a vida de casado:

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