Oscar 2015: Big Hero e Boxtrolls

Nem acredito que já vi duas das cinco animações indicadas ao prêmio do Oscar esse ano. Já posso dar um check em Big Hero e Os Boxtrolls, que por sinal tem uma pequena coincidência "mecânica".


O Big Hero eu assisti com um amigo e acho que ele me influenciou na opinião sobre o filme. Eu perguntei para ele se estava curtindo o filme e ele respondeu que "tô curtindo o baymax" e completei "só ele né?" e recebi uma risada de confirmação.

A história gira em torno de um jovem prodígio da robótica (Hiro) que acaba tendo sua invenção roubada pelo vilão da história e com a ajuda do Baymax, uma espécie de robô "companheiro de saúde", criado pelo irmão dele, além dos colegas de laboratório do irmão, Hiro tenta frear o grande plano do vilão mascarado.  (Acho que consegui resumir bem e sem spoiler).


Uma parada muito legal da história é a influência que o Tadashi (irmão mais velho) tem sobre o Hiro servindo de exemplo e mostrando que o irmão mais novo as vezes precisa pensar além das dificuldades. 

O Baymax realmente é uma fofura e ele tem um jeitinho todo dele devido ao seu tamanho nada convencional. Ele parece um balão e dá vontade de ficar abraçando ele sempre. Não vou mentir, seria super útil tem um robô que me escaneasse sempre que eu precisasse e tentasse resolver os meus problemas físicos e emocionais. Tenho certeza que ele teria muito trabalho comigo nos dois quesitos.

Eu ouvi muita gente falando sobre isso e não sei se você também sabe, mas essa animação é baseada em um HQ da Marvel e no site do Estadão fala que estão comparando ele a "Frozen" tem termos de "fenômeno". 


Depois assisti sozinha Os boxtrolls uma animação em stop motion baseado no romance de Alan Snow, "Here be monsters!". A história acontece na cidade Pontequeijo (CheeseBridge) onde por dez anos se falava de uma lenda de que os boxtrolls haviam raptado e matado um bebê humano. Assim, o prefeito da cidade faz um acordo com um charlatão para exterminar todos os boxtrolls em troca de um "chapéu branco" (símbolo de status na cidade). No entanto, durante esses dez anos o menino da lenda crescia dentro de uma caixa de Ovos e aprendia a se tornar um boxtroll. Quando quase não restaram mais boxtrolls, Ovo (assim ele era chamado) decide que ele precisava fazer alguma coisa.

Esse filme é bem fofinho, não sei se ganharia, mas tem uma riqueza de detalhes lindíssima, por isso gosto tando de animações em stop motion. Infelizmente não vi o filme em alta definição (não vejo a hora de ver), mesmo assim consegui ver detalhes lindos nos personagens e cenário. 


Outra coisa fofa que você percebe rápido no filme, talvez até no trailer deixe isso claro, os boxtrolls se chamam (nomeiam) através das caixas que eles usam como roupa e para se camuflar na cidade, tipo, o Peixe usada uma caixa de peixe e assim vai. Por ser um filme de criança geralmente rola aquela parada de lição e os boxtrolls tem um lição bonitinha: "Queijo, chapéus, caixas, eles não definem quem você é. Você define você mesmo".

A ligação que disse que tinha com o Big Hero é que os Boxtrolls também são altamente engenhosos, são curiosos e conseguem construir coisas fantásticas. 

Estou planejando ver "O conto da princesa Kaguya" logo, mas quero fazer comentar sobre ele junto com o "Song of the sea" porque os dois trantam de lendas/contos de determinadas culturas (E eu estava querendo muito ver "song of the sea" na Irlanda, porque né... Faria todo o sentido). 

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