Como a música influencia nossa escrita

Olá, amores!
Quem já leu algum livrinho meu ou conhece pelo menos os títulos, deve saber que a música tem muita influência nas minhas histórias. Afinal, não é a toa que eu tenho um livro chamado Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos. Tiete! também é um livro muito musical e Chinelo e Salto Alto tem uma quote de música na abertura de todos os capítulos. E, além disso, todos os meus livros tem uma playlist lá no Spotify.
Mas, mesmo assim, o link pode não parecer tão claro. E, obviamente, nossos processos criativos podem ser diferentes e você pode ter horror só de pensar em misturar música com literatura. Se for esse o caso, talvez essa coluna não seja para você. Porque hoje quero falar sobre como a música influencia meu processo de escrita e me ajuda a produzir melhor.




A música funciona basicamente de três formas principais para mim: 
a) Música como forma de inspiração quando estou bloqueada As playlists são para que os leitores possam imergir na história, é claro, ma…

Maratona Oscar 2016: Ponte dos Espiões

No começo, eu fiquei me perguntando bastante: por que um filme estava na lista dos indicados a melhor filme, não estando indicado para melhor diretor ou melhor ator? Normalmente, as indicações para melhor filme sempre vêm acompanhadas dessas outras indicações, não que isso seja uma regra.


Pontes dos Espiões é dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg! E, gente, que filme incrível! Para mim, esse é outro que deveria desbancar fácil "O Regresso". 


O filme é estrelado por Tom Hanks, que faz um advogado de seguros americano convocado para defender um espião russo na corte americana na época da Guerra Fria. Ele acaba se colocando em risco e toda a sua família na tentativa de lutar pelo que diz a Constituição Americana, e consequentemente pelo o que ele acredita ser certo.


Eu, particularmente, achei o roteiro impecável. O filme traz uma temática seríssima e baseada em uma história real. Mesmo assim, o filme tem um humor sutil somado a diálogos inteligentes e muito bem interpretados. Óbvio que estou ignorando qualquer quê de ideologia estadunidense em retratar um acontecimento da Guerra Fria. 


Apesar de ser um brilhante ator, essa não é uma das melhores interpretações de Tom Hanks. Não sei se o excesso de plástica, mas o rosto dele estava bem estranho e parecia que ele não tinha muitas expressões a serem trabalhadas. Mas a indicação para Melhor Ator Coadjuvante para Mark Rylance, que faz o espião russo, é mais do que merecida. Um forte concorrente para o Sylvestre Stallone. 


Acredito ainda que o filme seja um forte concorrente para melhor roteiro original. Ele ainda concorre em mais duas categorias: direção de arte e mixagem de som.

Comentários