Tapete Voador: Dia 1 - Epcot


A grande bola do Epcot. Foto: Acervo Pessoal

Dizem por aí que o Epcot é um parque mais adulto, com mais montanhas-russas e atrações que buscam conscientizar e blá-blá-blá. Como todo parque da Disney, ele se dispõe a atrais crianças e adultos. Para contextualizar, não viajei sozinha. Estava com meu tio e meu primo de 11 anos que já conheciam a Disney. Eles foram ótimos guias, me indicavam as atrações mais legais e tinham paciência de me mostrar até aquelas coisas que não eram tão legais assim.

A escolha pelo Epcot como primeiro parque foi mais uma ideia de logística, seguindo o conselho do meu amigo (lindo) Carlos que cantou a dica de que nos fins de semana os parques menores e o Magic Kingdom ficam lotados, partimos para o Epcot que tem um espaço gigante e que não sentiríamos (tanto) o calor de multidão.

Mas até que um calorzinho não faria mal, veja bem, odeio muita gente agarrada e suando perto de mim (quem gosta?), mas naquele dia mais especificamente, o clima estava frio. Não sei se ficaram sabendo, mas houve a maior nevasca lá pelo nordeste dos Estados Unidos, perto de Nova York. Então, o clima em todo lado leste estava sendo afetado. Na Flórida não neva, mas fica bem frio para nossos padrões brasileiros (carioca, então, nem se fala). Enfim, tudo isso para dizer que é sempre bom levar para os parques uma mochila com acessórios. Carreguei um casaco extra, luvas, gorro e protetor de pescoço. Lembrando que estava por lá no inverno. No verão, a mochila deve ser útil para carregar os acessórios respectivos, como bonés.

Agora vamos ao que interessa: brinquedos! Nossa primeira parada foi no Project Tomorrow. Um salão enorme com joguinhos educativos e muito 3D. Bom para crianças menores de 10 anos, acho que elas vão achar mais interessante a maioria das brincadeiras. Seguindo em frente para o primeiro brinquedo: Mission Space. Ele é um simulador 3D que te leva para uma missão espacial em Marte. Se tem uma coisa que não se pode reclamar da Disney (em todos os parques) é que eles entraram no clima para valer. Existe toda uma encenação com vídeos explicativos sobre como deve se pilotar a espaçonave e o mais incrível é a ambientação, todos os acessórios e o cenário te levam direto para uma câmara espacial. Fique atento aos avisos nas filas dos brinquedos, se você enjoa fácil com muito movimento e imagens 3D, melhor não entrar. Eles tem especificações na maioria das atrações, preocupados com o bem-estar dos visitantes, sempre. Na saída do Mission Space paramos rapidamente no Advanced Lab, mais joguinhos com temáticas espaciais e uma gincana onde ganha quem for mais rápido consertando as naves. É um jogo eletrônico, ninguém suja a mão de graxa.

Passamos para o salão do Innovetions. Mais um espaço para aprender sobre inovações científica e entender melhor o mundo das exatas. Fui em um simulador que qualquer futuro engenheiro gostaria de ter. Você cria a sua própria montanha russa, coloca curvas e loopings da intensidade e altura que você quiser. Mas claro que neste caso, você usa um pouco de física e matemática. Calma, povo de humanas, a montagem é intuitiva e te mostra quando está faltando altura ou velocidade para cada etapa. Depois de pronto, você testa tudo no simulador. Devo dizer que o meu foi bem radical com loopings e viradas de cabeça para baixo, mas essa coragem toda só foi porque eu mesma não montei o meu (não é, primo?).

Depois do almoço chegou a hora de fazer uma viagem ao mundo em menos de um dia. Fizemos os passeios pelos países. Um pé no México, na China, na França, Inglaterra, Itália, entre outros. Nessa parte as atrações estão mais nos restaurantes, exposições e lojas que incorporam o visual de cada país. No México tem um passeio de barquinho para conhecer um pouco da cultura mexicana ao som de Os Trés Cavaleiros (Donald, Chiquito e Zé Carioca).

No final acabamos correndo um pouco mais, porque estávamos com hora marcada para o FastPass do TestTrack. Lá você monta o seu carro com todos os acessórios possíveis e testa a eficiência do veículo na pista em uma grande corrida que vence quem obtiver os melhores números na hora do test-drive. Sim, você dá um rolê no seu possante novinho. Nível radical: 6. Só não dou menos porque congelei na parte que você voa pelo lado de fora (estava um dia frio, lembra?). No final, tem um salão com jogos e uma exposição com carrões da Chevrolet.

O dia já estava chegando ao fim. E faltava apenas aquela despedida. Esperamos dar a hora dentro da exposição do Test Track. Passar frio, por quê não é mesmo? Ficamos para o Ilumination, um show de luzes e fogos que aproveita para mais uma vez lançar a consciência. Ele mostra que somos todos um, vivemos no mesmo planeta e temos as mesmas responsabilidades.

Emocionante, mas fiquei feliz mesmo porque a fogueira, apesar de estar no meio do lago, conseguiu emanar calor. Foi um abraço quentinho que até o Olaf gostaria de receber.
Ilumination. Foto: Acervo Pessoal

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