Como a música influencia nossa escrita

Olá, amores!
Quem já leu algum livrinho meu ou conhece pelo menos os títulos, deve saber que a música tem muita influência nas minhas histórias. Afinal, não é a toa que eu tenho um livro chamado Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos. Tiete! também é um livro muito musical e Chinelo e Salto Alto tem uma quote de música na abertura de todos os capítulos. E, além disso, todos os meus livros tem uma playlist lá no Spotify.
Mas, mesmo assim, o link pode não parecer tão claro. E, obviamente, nossos processos criativos podem ser diferentes e você pode ter horror só de pensar em misturar música com literatura. Se for esse o caso, talvez essa coluna não seja para você. Porque hoje quero falar sobre como a música influencia meu processo de escrita e me ajuda a produzir melhor.




A música funciona basicamente de três formas principais para mim: 
a) Música como forma de inspiração quando estou bloqueada As playlists são para que os leitores possam imergir na história, é claro, ma…

O diário de uma (quase) caloura: Desorientada

Eu não lembro se escrevi mais alguma coisa aqui antes, mas pelas minhas contas, desde de setembro do ano passado, eu registro pequenos textos sobre as minhas decisões de carreira/vida/estudo. Basicamente, decisões que tenham a ver com a minha "vida de adulta". 


Aqui vai um pequeno resumo dos fatos antecedentes e algumas atualizações. 

A ideia original era criar uma espécie de "manual" para calouros. Ela surgiu quando eu estava nos últimos semestres da faculdade de Ciências Sociais, mas não coloquei esse plano em prática. O "diário" só começou quando decidi fazer uma segunda graduação.  

Registrei alguns posts falando da minha experiência como "quase" caloura. E, acreditem, é muito diferente você "sair do ensino médio e ir para faculdade" de "você VOLTAR para faculdade". 

Eis que tivemos um "plot twist" nessa história e eu tive que trancar o curso. Essa foi a minha segunda fase na minha vida adulta que me senti completamente desorientada (a primeira foi quando me formei como socióloga e fiquei quase 6 meses sem saber o que fazer da vida, já que não arrumava emprego e nem motivação). Como a questão era grana, decidi apostar em arrumar emprego e estudar para concurso público. 

Só que, lá vem o segundo "plot twist", precisei sair do Rio há algumas semanas por um tempo - até então, indeterminado. Poderia considerar esse a terceira desorientação da minha vida e a semana de chororô que tive até pegar o ônibus para Bauru realmente me fez acreditar que esse seria o caso. Mas não foi!


Quer dizer. Estou começando a achar que a desorientação é algo inerente a vida adulta. Tudo começa na decisão do curso que vamos fazer na faculdade e, ao que me parece, isso nunca vai acabar. Sempre teremos esse mesmo sentimento de ser um calouro na vida. Por isso, "o diário de uma (quase) caloura" é muito mais do que um manual ou registro restrito das minhas experiências universitárias. Ele é sobre a minha vida - ou toda essa minha desorientação constante - e como sempre acabo achando uma solução, por mais que pareça impossível no momento. 

Cá estou eu pronta para refazer as malas, de novo. Em resumo, as coisas não deram tão certo materialmente - com isso, quero dizer que não consegui trabalho. Mas deu muito certo em muitos outros sentidos. Eu revi minha família que há tempos não via, consegui conhecer um pouco mais de cada um, tive ajuda para refazer o meu currículo (estruturalmente) e me surpreendi com a minha capacidade de adaptação - talvez, eu não seja tão desorientada assim.

Em breve, mais notícias sobre essa desorientada aqui - quer dizer, caloura.  


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