Deixa as pessoas: preconceito com gênero literário?

Hoje a coluna é pra ser curta e grossa, como a resposta que todos nós precisamos dar para qualquer um que começar a bostejar qualquer tipo de preconceito do nosso lado. Hoje vamos falar de preconceito com gêneros literários e a necessidade que certas pessoas sentem de denigrir um gênero em favor de outro ou de categorizar todo um gênero como algo completamente sem prestígio e sem valor.
No final do ano passado, a internet foi tomada por debates sobre esse assunto depois que um post ridículo de um ser humano que falava basicamente o que comentei no parágrafo aí de cima. Essa não foi a primeira vez que uma discussão do gênero assolou as redes sociais e, com certeza, também não será a última. O preconceito literário existe e está sendo difundido por aí. É nossa obrigação como leitores e escritores lutar contra ele.
"Mas, Clara, o que é preconceito literário?"
Se você vive embaixo de uma pedrinha e não teve o desprazer de ver ninguém comentando nada nocivo sobre livro nenhum, t…

Resenha: Passarinha de Kathryn Erskine

Eu já comentei com vocês por aqui que peguei emprestado do livro itinerante do Clube do Livro Saraiva RJ e que irei devolver no final do mês, na próxima reunião. Para você que não acompanhou isso, eu estou falando do livro "Passarinha" da autora Kathryn Erskine. Olha, se você quiser largar essa resenha agora e ir ler esse livro, eu não me importo. Porque você precisa ler esse livro!


"Passarinha" narrado pela Caitlin, uma garotinha que está na quinta série, tem Síndrome de Asperge e perdeu recentemente o seu irmão mais velho de uma maneira muito trágica. O livro é tão delicado como um passarinho e cheio de sutilezas que vão fazer você repensar muitas coisas em sua vida e no mundo.


A Síndrome de Asperge é um distúrbio em que a pessoa não consegue comunicar-se ou expressar-se de forma afetiva. As limitação que Caitlin tem devido a essa doença ficam muito claras ao longo da narrativa. Kathryn fez um trabalho incrível!

O livro foi autografado pela autora especialmente para o Clube do Livro Saraiva. Que amor né?
Também quero destacar o papel importantíssimo da tradutora, Heloísa Leal. No começo do livro encontramos uma 'nota' que é de extrema importância ser lida. Heloísa explica algumas dificuldades que ela teve na tradução, porque o livro é cheio de jogos de palavras e palavras de duplo sentido. 

A história é muito tocante, mas também muito divertida. O livro é relativamente pequeno com capítulos curtos, o tipo de leitura que você termina em poucos dias ou num final de semana. Além de tratar da doença da personagem principal, o livro também traz outras questões que aparecem de forma mais subjetiva sobre a dor de perder um filho (através do pai da Caitlin que já era viúvo), violência nas escolas, sentimento de comunidade, bullying, etc.

A autora é super fofa e oferece uma página com playlist de músicas que inspiraram sua escrita. Clique aqui para conhecer as músicas que inspirou "Passarinha". 

Eu fui convidada pela blogueira Camila Monteiro para escrever alguns posts para o blog dela, Vida Complicada. Depois que li esse livro, eu estou pensando em falar sobre o gênero sick-lit (livros que trazem histórias atreladas a doenças), o que acham? 

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