Como a música influencia nossa escrita

Olá, amores!
Quem já leu algum livrinho meu ou conhece pelo menos os títulos, deve saber que a música tem muita influência nas minhas histórias. Afinal, não é a toa que eu tenho um livro chamado Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos. Tiete! também é um livro muito musical e Chinelo e Salto Alto tem uma quote de música na abertura de todos os capítulos. E, além disso, todos os meus livros tem uma playlist lá no Spotify.
Mas, mesmo assim, o link pode não parecer tão claro. E, obviamente, nossos processos criativos podem ser diferentes e você pode ter horror só de pensar em misturar música com literatura. Se for esse o caso, talvez essa coluna não seja para você. Porque hoje quero falar sobre como a música influencia meu processo de escrita e me ajuda a produzir melhor.




A música funciona basicamente de três formas principais para mim: 
a) Música como forma de inspiração quando estou bloqueada As playlists são para que os leitores possam imergir na história, é claro, ma…

Resenha: #SetembroAmarelo - "Os 13 porquês"

Acho que já está virando uma marca registrada do blog fazer as resenhas em duas versões, escrita e em vídeo. E confesso que estou gostando disso! No mês passado, eu não estive muito ativa aqui no blog. Mas fiz um vídeo para o canal, no finalzinho do mês, para falar sobre livros que abordam a depressão e suicídio.


Para quem não sabe, em setembro acontece a campanha de combate ao suicídio. Você pode saber mais no site dos organizadores: www.setembroamarelo.org.br. Lá você conhece um pouco mais sobre como surgiu a campanhas, motivos e como ajudar e procurar ajuda.

Por coincidência, em setembro, eu li "Os 13 porquês" de Jay Asher. O livro traz um formato de texto bem diferente do que eu estou acostumada, com dois narradores se alternando ao longo do texto, acho que nunca tinha visto isso antes.





No livro, você conhece Clay, um garoto comum que está no ensino médio, que recebe uma caixa cheia de fitas de músicas. Quer dizer, as fitas não continham músicas, mas sim os 13 porquês do suicídio de Hannah. Ao longo da história, acompanhamos tanto os relatos de Hannah pelas fitas como a narrativa de Clay, que percorre a cidade ouvindo as fitas.

Apesar de ser um livro de Young Adult, eu achei ele bem pesado. Não ao ponto de ser inadequado para a faixa etária, pelo contrário, acho que pode ser um choque de relidade importante. Os jovens precisam saber que essas coisas acontecem, porque acontecem e precisam reflitir sobre como tudo isso poderia ser evitado.

O livro conta ainda com um mapa dos locais onde aconteceram as histórias de Hannah, em outra parte o autor responde algumas perguntas sobre o livro e a construção da história. No final, você encontra uma lista de alguns lugares no Brasil onde você pode procurar ajuda se estiver passando pelas mesmas coisas que a Hannah.



No vídeo, eu faço uma pequena comparação com o À procura de Audrey de Sophie Kinsella, você também encontra a resenha escrita aqui no blog. Mas em linhas gerais, o livro da Sophie é mais leve.



O foco está em como ela lida e tenta superar a depressão, depois de sofrer bullying na escola. O livro é narrado em primeira pessoa pela Audrey e a família também é um ponto importante na história, principalmente depois que a sua psicóloga pede que ela filme algumas cenas da sua rotina.

Apesar de trazerem abordagens diferentes, esses são livros que podem introduzir vários debates entre os jovens. E mesmo sendo uma literatura juvenil, acho que ele servem para leitores de qualquer idade pela profundidade e importância dos temas abordados.


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