Crítica: Fragmentado

Eu amo filmes de terror e suspense, mas ando muito frustrada nesses últimos anos. Não sei o que está acontecendo que é muito difícil achar um filme desse gênero realmente bom. Parece que os diretores estão mais preocupados em usar efeitos especiais e acabam esquecem do enredo, da história em si. Fragmentado (Split, 2017) quase saiu ileso dessa onda.


O filme foi lançado em março de 2017 com James McAvoy - ator super fofo que já fez X-men e Garoto Nota 10 (filme baseado em um livro do David Nicholls) - fazendo o papel principal de um cara que sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade. Nesse thriller psicológico, as personalidades de Kevin começam a fantasiar sobre uma besta a qual eles precisam satisfazer. Para isso, elas (as personalidades) sequestram três adolescentes e as escondem em um porão. 

Aos poucos vamos descobrindo mais sobre o Kevin, os motivos pelos quais aquelas meninas são mantidas em seu porão e como ele desenvolveu essa doença. Em paralelo é revelado algumas coisas da história da Casey, uma das meninas sequestradas. O filme também propõem abrir um debate sobre o tipo de tratamento que é dado as pessoas que sofrem desse transtorno. Porém, essa proposta parece se perder em algum momento. 



Esse é o tipo de filme que quanto menos você souber sobre ele, melhor será a sua experiência. A atuação do James McAvoy está incrível. Acho que deve ser muito desafiador para um ator trabalhar mais de um personagem em um só. Pior, em alguns momentos ele faz uma personalidade interpretando outra personalidade! - Foi simplesmente incrível!   

A atriz que interpreta da Casey (Anya Taylor-Joy) também está ótima no papel. Ela faz uma jovem reservada que tem problemas de sociabilidade na escola e vai se mostrando ao longo do filme como sendo uma personagem muito forte. O modo como ela dá vida a Casey é bastante verdadeiro e muito expressivo. Pelo que vi no Wikipédia, a atriz tem experiência em fazer filmes de terror e talvez seja por isso que ela pareceu tão a vontade interpretando a Casey.



Confesso que fiquei um pouco frustrada com as mudanças que aconteceram ao longo do filme. Ele começa parecendo focar mais na questão psicológica e até mesmo propõem um debate sobre a doença. Mas quando chega no final, ele apresenta algo mais fantasioso, meio "supernatural". Não achei o final ruim, para ser sincera, mas me incomodou bastante essa mudança. Ele deixa umas pontas soltas, que espero serem respondidas no segundo filme (já está confirmado). Para mim o único defeito foi ter exagerado um pouco nos "defeitos especiais" no final do filme. 


Comentários

  1. Oi Nina, tudo bem? Quem viu lá no blog foi o Italo e ele gostou, mas tb apontou algumas falhas, eu li que vai ter uma relação com outro filme do diretor, o Corpo Fechado que tem essa pegada sobrenatural, mas eu tb prefiro o lado psicológico, acho mais interessante. Adorei a resenha!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    Respostas
    1. Estou curiosa para saber no que vai dar tudo isso! Bjs, Mi!

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  2. to achando top suas indicações de filmes e series. Amo filme de terror. amanhã mesmo vou assistir e volto com uma opinião. kkkk

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  3. Oi nina, já tinha ouvido falar sobre o filme e agora lendo sua sinopse me deu mais curiosidade em assisti-lo.
    Bjs

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