Canal da Sophie Kinsella

Qualquer leitor que conhece o PN desde 2015 sabe o quanto eu adoro a autora Sophie Kinsella. Agora em maio, a Editora Record lançou o Minha Vida (não tão) Perfeita. Mas foi através do anúncio de um novo livro, que será lançado em 2018, que eu fiquei sabendo da existência do canal dela.


Até agora a autora tem apenas quatro vídeos postados no YouTube. No entanto, já é possível ver que o seu bom humor não fica apenas nos livros. Em um deles, Sophie faz uma comparação entre espiões e escritores. E o primeiro vídeo foi uma tentativa da autora falar em italiano para agradecer aos fãs que ela encontrou em sua turnê pela Itália.
Surprise Me foi o foco do último vídeo. Ela disse que tinha acabo de terminar de escrever o livro e queria dividir essa alegria com a gente. A história é sobre um casal que ao se darem conta que terão muitos anos juntos pela frente decidem que precisam surpreender um ao outro todos dias (se eu não entendi errado). Mas como estamos falando de Sophie Kinsella é claro qu…

Sobre eventos literário

Nesse post eu quero problematizar. Isso está bem na moda nos dias de hoje, né? Algumas problematizações não fazem nenhum sentido, outras são mais do que pertinentes. Não sei em que lado dessa moeda cai o assunto que quero trazer hoje, mas estou afim de conversar com você sobre eventos literários. Na realidade, as coisas ruins de um evento desses. Mas de qualquer forma, já adianto que eu acho que não existe algo perfeito que agrade a todos.



Faz pouco mais de um ano que frequento eventos literários. Bem, eu vou na Bienal do Rio desde 2007, mas foi depois que fui na Bienal de 2015 que as coisas ficaram mais "sérias" para mim. Passei a frequentar eventos menores feitos por blogueiros e eventos organizados pelas editoras. A problematização está em como esses eventos podem ser um caos e algo que era para ser legal passa a ser mega estressante. 

Eu fico muito feliz de ver cada vez mais as editoras e leitores/blogueiros se articulando para dividir experiências. Afinal é por isso que a gente sai de casa e vai até um lugar encontrar um monte de desconhecidos, caso contrário a gente ficava em casa tentando se falar naqueles grupos super poluídos de autopromoção no Facebook. 

, nós que somos seres mais reclusos em nossas caverninhas decidimos ir até um local físico para interagir, trocar ideias sobre livros - tudo pela experiência! Mas chegando lá o que encontramos são pessoas madrugando para pegar um autógrafo de um autor - quem somos nós para falar dos fãs do Justin Bieber? Galera furando fila na famosinha conversinha de cinco minutos com o amiguinho que está na frente e dura até o "opa! A fila começou a andar e por que não continuar aqui mesmo" - não é mesmo? E não satisfeitos, provavelmente os organizadores que estão pouco se importando com tudo isso, resolvem que seria muito bom criar uma outra fila!  

Sem contar os eventos em que não tem lugar para sentar. E nem tô exigindo uma cadeira não, apenas um lugar no chão que dê para enxergar quem está falando lá na frente. Ou pior, os urubus de livros de graça. Calma, eu também super curto ganhar livros de graça. Mas chega ser assustador ver que algumas pessoas só vão nesses eventos exclusivamente para renovar o estoque de livros não lidos na estante. 

Longe de mim dizer que nunca furei fila, que nunca fiquei torcendo para ganhar um livro em um sorteio, que não vou madrugar por um autógrafo... O que me preocupa é ver que esse frisson pelo universo literário está crescendo cada vez mais e me questiono em que sentido ele está sendo provocado. Você pode até dizer: "Calma lá, Nina. O simples fato de existir um ""frisson"" em volta de livros é ótimo!". Realmente, isso é muito bom. Mas as editoras e livrarias - nem vou dizer blogueiros, porque imagino o quanto deve ser complicado fazer tudo sozinho e com zero apoio financeiro - estão preparados para fornecer a melhor experiência possível para os leitores? 

Como eu disse no começo desse texto, eu não acho que exista uma forma que vá agradar gregos e troianos. Mas acho importante a gente conversar - ou problematizar, como você preferir - formas de tornar esses eventos mais organizados e prazerosos para todo mundo. Na minha visão de participante de eventos sempre fico com a impressão de que eles (editoras e livrarias) nunca estão realmente preparados para aquele número de pessoas que aparecem.

Eu quero saber sobre as suas experiências com eventos literários, boas e ruins. Como foi? Como você se sente nesses eventos? Eu posso até estar sendo um chata e você tente me convencer que o estresse faz parte da experiência. Mas sabe qual é o problema? Eu já fui em eventos e sai com zero estresse e muito feliz!

O exemplo perfeito de evento para mim é o "Encontro com Livreiros" da Editora Arqueiro. Em termos de proposta e conteúdo, eu curto bastante do Clube do Livro da Saraiva RJ organizado pela Frini. Apenas duas questões me desagradam, mas não acho que sejam questões da organização: é muito difícil ter lugar para sentar se não chegar ultra cedo, nesse sentido, eu acho que a Saraiva podia rever o espaço e quantidade de cadeiras; e no final tem um povo que falta levar a mesa junto na hora de pegar marcadores. Esses são dois eventos que eu saio com o sentimento bom, de que ouve uma discussão sobre livros, que algo importante foi debatido e acrescentado a minha pessoa como leitora. 

Comentários

  1. Oi Nina!! Eu não sou muito de sair de casa pra eventos, eu fui na ultima Bienal em SP e gostei muito, mas a penúltima foi tao ruim que quase fiquei traumatizada para todo o sempre rsrsrs Eu escolho bem onde vou porque não tenho mais idade pra brigar na fila, madrugar pra nada, ficar horas em pé, eu sou muito rabugenta pra essas coisas rsrsrrss Mas concordo com vc o evento da Arqueiro é perfeito e o último da Intrínseca que eu fui tb foi muito bom, teve brinde pra todo mundo, todo mundo ficou sentadinho, uma organização perfeita <3

    Enfim, amei a problematização!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Nina! Já passei por isso e tenho duas experiências com uma mesma autora.
    A bruna vieira veio duas vezes a Salvador, e sempre vou a eventos que tem aqui.
    A primeira foi na Nobel, deu muita gente, mas a livraria apesar de pequena deu maior suporte aos fãs. Deu ficha de entrada numerada, colocava de dez em dez pra dentro, pra dar tempo de você comprar livro, ou olhar por mais tempo a autora, já que o evento era no andar de cima. Foi otimo, não tenho do que reclamar. No fim ainda teve varias fotos da galera com ela, teve "showzinho" conversamos com os fãs lá. bem legal!
    Dá outra vez foi na Saraiva. Espaço bem maior, mais acessivel, num shopping mais estruturado, com mais lugares para sentar dentro da livraria. Mas dai o que aconteceu:
    Sai da minha cidade seis da manhã, cheguei lá antes de oito, junto com uma amiga, fomos pegar as fichas que já estavam sendo distribuidas! Não lembro mais minha numeração e a dela, mas era entre 10 e 20. ótimo!
    A ficha tinha numeração, espie só! Perguntei ao cara que estava responsavel pelas fichas onde seria o encontro, ele respondeu que seria no teatro da livraria, as cadeiras seriam numeradas! Tinha coisa melhor? Passei horas no twitter elogiando a livraria!
    Como chegamos cedo, o encontro só seria bem mais tarde, fiz o mesmo que você, saimos pelo shopping pra passar o tempo, comer e talz. Afinal tinha numeração, estariamos sentadas no teatro, não tinha o que dar errado.
    Voltamos pra livraria uma hora antes da sessão de autógrafos e o que descobrimos foi exatamente que: os últimos seriam os primeiros.
    Mudaram do teatro para a parte de baixo da livraria, fizeram uma fila que comecava no estacionamento, por ordem de quem chegou lá na hora, ficha numerada pra que né? Teve mais gente do esperado, você tinha sei lá, um minuto pra ela autografar e você poder dizer algo, e já te expulsavam, saimos de lá perto das 9 da noite. Achei um absurdo, expus tudo no face deles que se quer foram capazes de responder, simplesmente apagaram.
    beijos
    www.omundodatutty.com

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