Como é jogar League of Legends sendo menina?

Uma das primeiras coisas que ouvi quando decidi começar a jogar League of Legends - mais conhecido como LoL - foi:
"Se você é menina é melhor não usar um nick que dê a entender que você é menina." 
Esse conselho vieram de meninas, que como eu, não tiveram boas experiências por querer assumir que são meninas no jogo. Sério, está sendo bem difícil escrever esse post, porque em pleno século XXI era para isso tudo não fazer o menor sentido. Mas faz. Era para eu nem precisar parar para pensar nesse texto. Mas é preciso!



Existem estatísticas que falam que o público feminino corresponde a mais de 50% das pessoas que jogam videogame. Sabe o que é o pior? A primeira reportagem que abri para trazer algum "embasamento" - se que é preciso, já que sou mulher que curte jogos e tenho propriedade suficiente para dizer como me sinto em relação a isso - tem uns comentários que até dá rebuliço no estômago e são uma pequena amostra do quanto o cenário gamer/nerd ainda pode ser excludente. Você pode me dizer: "Mas, Nina, as coisas estão mudando". Só que ainda não estão nem perto de terem mudado. A questão é que independente da porcentagem, se ela é realmente válida, se abrange jogos competitivos ou não, nem uma espécie de machismo pode ser tolerado.

Sinceramente, foram poucas as vezes que tive coragem de jogar com e contra jogadores desconhecidos. E as poucas vezes geraram alguma espécie de estresse. O que fez com que eu optasse por jogar com amigos ou contra Bots - "computador". E quem joga sabe que isso dificulta muito a nossa chance de evoluir dentro do jogo. 


Claro que tiveram partidas que foram ótimas - afinal: "Nina, as coisas estão mudando". E, sinceramente, eu não achei que ia gostar tanto do jogo como eu gostei. Demorei anos para finalmente tomar coragem para me aventurar no LoL. Mesmo assim, eu me sinto muito dependente dentro do jogo, seja de amigos, de grupos de meninas que também jogam ou através de nomes sem gênero. E eu sou só a pontinha do problema, uma jogadora casual procurando por um pouco de diversão. Tudo isso recai na falta de mulheres no cenário competitivo que vem crescendo a cada ano. 

Pior é quando os jogadores tóxicos começam a xingar outros jogadores "ruins" - independente do gênero - fazendo referência a pessoa ser "mulherzinha" ou "viado". Aquilo tudo fica tão degastante e algo que era para ser divertido vira uma tortura. E tenho minhas dúvidas sobre o banimento ser algo realmente efetivo dentro da comunidade, já que logo em seguida a pessoa pode criar outra conta. 

Jogar League of Legends sendo menina é somar a escolha de personagem e da lane, a torcida para não encontrar nenhum babaca pelo caminho.

Obs.: Eu escolhi a Jinx e a Annie para ilustrar esse post, porque são as minhas personagens favoritas - até agora - dentro do jogo. Não vou deixar de usá-las junto com o meu nome super girlie. Sim, eu sou menina e jogo LoL! 

Comentários

  1. Oi, tudo bem?
    Não entendo muito desse universo de jogos que permite a interação dos jogadores, joguei a minha vida toda o vídeo game de cartucho e joguinhos de celular, então não sei opinar sobre. Só sempre achei muito curioso que todos meus amigos usam personagens femininos nos seus jogos, de dota a pokemon go hahaha

    Obrigada pelo carinho. Volte sempre!
    Um super beijo :*
    Claris - Plasticodelic

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  2. Oi Nina!
    Acredita que eu nem sabia que esse jogo existia até começar a namorar um jogador de LoL. Eu adoro jogar vídeo game, cresci jogando. Não me dou muito bem com jogos tipo esse, mas até aprendi mais sobre ele, me senti obrigada a conhecer. shuashuahsuah! Mas acredito que, infelizmente, esse preconceito ridículo com menina exista. Mas força na peruca, que mata todo mundo ai! hsauhaushaushau!
    Quando eu me arriscar no jogo te chamo para uma "disputa"!
    Bjus

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