Netflix: Anne with an E

Eu coloquei o título em inglês, porque eu acho que ele tem sonoridade do que Anne com E. Até porque aqui no Brasil tem lugar que fala com /é/ e outro que falam /ê/, mesmo usando qualquer um dos dois, não acho que fica tão legal quanto a versão original. Eu assisti a série esses dias e tenho muitas coisas para falar sobre ela.



Primeiro que eu não sabia muito bem o que esperar. Não tinha visto o trailer, mas vi muitas pessoas comentando sobre a série. Sempre coisas boas! Quem sabe da minha história com Outlander, foi mais ou menos a mesma coisa. Eu não esperava em mil anos que fosse gostar tanto. 

Anne é uma jovem com um imaginação incrível e um vocabulário de fazer qualquer um cair o queixo, só que ela também é órfã. Teve uma infância horrível até parar num orfanato, que também nem de longe era um lugar ideal para qualquer criança se desenvolver. Até que um casal de irmãos no interior decide adotar uma criança, já que estão precisando de uma ajuda na fazenda por não são mais jovens para cuidar tudo sozinhos. O objetivo era adotar um menino para os trabalhos braçais, mas foi Anne que apareceu na estação de trem.



Apesar da história se passar no começo do século XX, a série tenta desconstruir o papel da mulher na sociedade, mostrando que nosso lugar é onde queremos. Essa é um temática que foi trabalha de forma maravilhosa em vários níveis. Desde as meninas mais jovens que ainda estão fase formação, que precisam lidar tanto com problemas emocionais até primeira menstruação, como das mulheres que compõem essa história. Por exemplo, a Marilla Cuthbert, a mãe adotiva de Anne, em certo momento da série ela começa questionar as suas próprias escolhas a que tornaram uma solteirona e presa dentro uma fazenda; ou as mães progressistas que lutam pelo direito das meninas a educação, mas tiveram pouca tolerância com Anne.


E isso tudo que eu estou falando é só uma parte de um todo. Sinceramente, eu não sei o quanto a série segue a risca os fatos históricos. Mas eu achei que tudo foi muito bem construído e dentro da da sua proposta é uma série fantástica. Ela é baseada em um livro de 1908 chamado Anne of Green Glabes (Anne de Green Glabes - que a fazenda dos Cuthberts). 

Eu realmente adorei a construção de todos os personagens e as atuações. A atriz, Amybeth McNulty, que faz a Anne faz um trabalho brilhante. Sinceramente, acho que poucas seriam as atrizes que conseguiram se expressar de forma tão "Anne" - quem assistiu sabe do que estou falando. E que gracinha (*voz da Hebe*) é o Lucas Jade Zumann que faz o Gilbert.


Só abertura com aquela trilha sonora linda que tem como refrão "You are ahead by a century" (Você está à frente por um século) da música Ahead by a century, da banda canadense The Tragically Hip, já diz muito do que você vai encontrar nessa série. Em questões mais técnicas, a fotografia é incrível e as locações onde foram filmadas são exuberantes - para usar um palavra bem "Anne". 


Apenas faço um alerta para quem tem o coração fraco para ganchos em finais de temporada. Eu fiquei muito tensa durante toda a série querendo ver/saber de mais coisas de algumas tramas dentro da história e quando vi, a Netflix estava me indicando ver Fuller House porque tinham acabado os episódios - quis chorar. Principalmente, porque o gancho do final da primeira temporada de Anne With an E é do tipo que você fica tão chocada que precisa saber para ontem o que vai acontecer. Estou na torcida para segunda temporada ter o dobro de episódios - nesse foram 7. 

Mais para frente vou fazer outros posts sobre outras temática abordadas na série. Acho que será uma forma de eu manter esse sentimento bom que ficou por mais tempo. Até porque, a temporada nova só sai em 2018.

Comentários

  1. Oi, Nina!
    Todo mundo indica essa série, mas aquele primeiro ep de mais de uma hora me brocha total :(
    Menina, quaaaase mesmo que saiu um palavrão no vídeo, mas me segurei hahahahahaha Pra ver o quanto fiquei revoltada com o título.
    Beijos
    Balaio de Babados
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  2. Parece ser bem interessante!

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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  3. Oi, Nina!

    Eu amei essa série! Virou minha preferida produzida pela Netflix. Concordo muito com o que você disse em relação à atuação da atriz que interpreta a Anne, e também achei demais o livro abordar essa questão do papel da mulher na sociedade, principalmente por ser uma história ambientada no século XX, em que pouca gente tinha a mesma visão.

    Beijos,
    Isa
    Viciadas em Livros
    Participe do Amigo Secreto Literário do Viciadas em Livros

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  4. Oi Nina :)
    Eu amo essa série num nível!
    A Anne é uma personagem muito incrível e impressionante, como ela fala e sabe de cor vários trechos de livros. A amizade dela, sua lealdade às amigas, sua esperteza... Poderia ficar aqui elencando mais uma série de qualidades dela.
    Eu também me apaixonei pelo Gilbert e gostei da inserção dessa temática feminista, apesar de ter ficado um pouco decepcionada quando as mulheres julgaram a Anne, mas a Marilla foi ótima em apontar isso nelas.
    Também gostei muito da relação que a Anne estabelece com o Matthew.
    Como sou só um pouco emotiva, chorei em todos os episódios, rs.
    Não sabia que é baseada em um livro. Bom saber.
    Já sei que vou adorar suas outras postagens com base nessa série <3

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