Resenha: Para todos os garotos que já amei

Faz muito tempo que acompanho as resenhas do Para todos os garotos que já amei - muito mesmo. Nunca li uma resenha onde alguém falasse realemnte mal do livro. Claro, teve gente que curtiu mais e outras menos. Eu só sei que sempre saia do blogs pensando que um dia eu leria o livro, mas não sentia aquele sentimento de desespero do tipo "preciso ler agora!!". Foram aí uns dois anos, talvez? Mas eu li.


Mais do que as antigas resenhas que passaram na minha vida e aquele resquício de que um dia comentei em algum blog que queria ler esse livro, o fator principal para eu finalmente comprar o livro e fazer ele pular a fila de vários outros foi a Bienal. Acho que no fundo eu sempre tive receio de encontrar um romance sobre cartas para ex-namorados na maior bad vibe.

Se por acaso você não conhece esse livro, ele é sobre Lara Jean, uma adolescente que encontrou na escrita de cartas secretas uma forma de se libertar dos crush. E, eis que um dia, essas cartas misteriosamente sumiram e foram parar nas mãos desses garotos. O pior de tudo é que um desses garotos que tiveram um lugarzinho no coração de Lara Jean é o namorado da sua irmã/vizinho de infância que ainda frequenta a sua casa e todos amam. 


Eu sempre achei - mesmo lendo as resenhas - que era sobre isso, apenas. Ou pelo menos foi essa parte que ficou gravada no meu cérebro. Mas o livro foca muito em outras questões. A Lara Jean é orfã de mãe e mora com o pai não-coreano e uma irmã mais velha, Margot - que praticamente assumiu o papel de mãe - e a irmã mais nova, Kitty. Os conflitos são inevitáveis e, para mim, pior do que essas cartas terem sido enviadas para o mundo, foi a família ter que lidar com a partida de Margot para fazer faculdade na Europa. 

Sobre o shipp dessa história, eu confesso que fiquei bastante dividida. Os dois meninos são uns fofos, assim no geral. E amo as cenas fofinhas - mesmo que realmente não seja uma cena, tipo, só o uma frase, mas que faz você arfar junto com a personagem da história. Alerto que o livro pode ser considerado muito "água com a açúcar" por alguns leitores, mas eu achei tudo na medida certa - para mim, euzinha, eu! 

Apesar de aparecer de forma mais sútil no livro, a autora Jenny Han fala sobre o preconceito que existe sobre os asiáticos nos Estados Unidos. Na Bienal do Livro Rio 2017, ela falou no bate papo da falta de representatividade nas produções e livros. Os poucos que aparecem, sejam em livros, series e cinema, normalmente são aquele esteriótipo nerd ou a amiga, nunca a protagonista. Aliás, o pai das meninas não tem descendência coreana e é interessante ver um pouquinho sobre como ele tenta manter um pouco das raízes da cultura da sua mulher e filhas, mesmo não sabendo muito bem como. 


Eu fiquei muito feliz em saber que o livro já está sendo adaptado para o cinema.Ter esse tipo de representatividade levada para as telonas, significa que mais pessoas terão contato com a história, e mais pessoas verão que atrizes de descendência asiática também podem ser protagonistas - e nem precisa se o Tigre o Dragão ou algum filme de artes marciais. 

Para quem não sabe, parte 2, esse livro faz parte de uma trilogia. Perguntada no bate papo sobre a possibilidade de um quarto livro, Jenny Han deixou bem claro que isso está fora de cogitação. Se você é do tipo de pessoa que não gosta de ficar esperando a sequência de livros ser lançada, pode começar a ler essa trilogia sem medo. 

Mais sobre o livro

Título original: To All The Boys I've Loved Before
Autora: Jenny Han
Ano:  2015
Editora: Intrínseca
Páginas: 320

Comentários

  1. Esse tipo de livro, com esse gênero e esses personagens são mesmo o meu fraco haha
    Amoo YA e esse em especial. Fiquei mega feliz quando soube que viraria filme!

    bezu

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  2. Oi Nina!!
    Adorei a resenha, e lendo a sua relembrei de toda a história do livro. Espero que goste do próximo livro, porque ele é ainda mais fofo ♥

    Beijoss, Enjoy Books

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  3. Fico feliz que você tenha lido o livro e tenha gostado, porque esta trilogia está entre uma das minhas preferidas da vida!
    Como você falou, o livro não é só uma garota apaixonada pelo namorado da irmã, na verdade, este livro é tão rico e tão maravilhoso que é impossível descrevê-lo.
    Espero que você goste dos outros livros (são maravilhosos também).

    Adorei seu blog, é muito lindo!
    Magia é Sonhar

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