Crítica: Depois Daquela Montanha

Eu fiquei sabendo sobre o filme Depois Daquela Montanha no Encontro com Livreiros das Editoras Sextante/Arqueiro. No dia, eles apresentaram a capa do livro nova com as imagens do filme e o trailer. Desde então, eu aguardei com ansiedade da estreia nos cinemas. 


Depois Daquela Montanha é sobre dois estranhos que se encontram no aeroporto com o mesmo problema: o voo deles foi cancelado. Alex (Kate Winslet) é uma jornalista que precisa voltar a tempo para a sua cerimônia de casamento. Ben (Idris Elba) é um médico neurologista que tem uma emergência médica para atender. Por sugestão de Alex, eles decidem fretar um avião particular para chegar em seus destinos. Em meio a uma região montanhosa coberta por neve, o piloto tem um derrame e o avião cai no meio do nada. A partir de então, Alex e Ben se unem em nome da sobrevivência. 

Contando só essa parte parece que ser trata de mais um filme típico de sobrevivência, certo? Errado. Depois Daquele Montanha também fala sobre amor e a força ele pode nos dar para continuar seguindo em frente. Não vou falar muito mais para não dar um spoiler, mas esteja preparado para encontrar um romance no meio dessa história. 


O filme é bem longo - u pelo menos, foi a sensação que eu senti no cinema.Como eu não tinha lido o livro, não tinha muita noção de como era o desenrolar da história. A primeira parte envolve eles perdidos na montanha. Essa parte é propositalmente mais arrastada, mesmo assim, o filme apresenta algumas cenas de impacto que dão um gás para história não ficar monótona. 

Eu gostei muito de como o romance foi trabalhado nessa história. Ele foi sendo desenvolvido aos poucos através de frases e situações pontuais, em algumas partes até chega a ser poético. E, se eles tirassem toda essa questão dos personagens estarem perdidos na montanha, esse filme poderia ser classificado facilmente  como romance. Aliás, quando você acha que a história acabou, tem mais um pedacinho e várias reviravoltas até o final - que talvez eu tenha quase chorado.


Quando o pessoal da Editora Arqueiro disse que esse seria um filme digno de indicação ao Oscar, eu confesso que não acreditei. Mas agora, depois de ter visto, com certeza está entre as minhas apostas. Kate Winslet e, principalmente, Idris Elba fizeram um trabalho incrível de interpretação e adorei a química entre os dois. E, se você está em dúvida de ver no cinema ou não, vale muito a pena pela fotografia ver essa história em uma telona.

Dois pontos que eu também gostaria de destacar nesse filme é o que o diretor é israelense, Hany Abu-Assad. Acho muito bacana quando hollywood abre espaço para diretores de outros países. Por sinal, Israel tem um cultura do cinema muito forte que vem ganhando reconhecimento internacional nos últimos anos. Além disso, eu não sei se no livro o personagem Ben é descrito como sendo negro, mas adorei ver nas telonas Idris Elba interpretando um médico negro. Pode parecer algo pequeno, já que essa não é a questão do filme, mas esse tipo de representação é muito importante para a nossa sociedade. 

Enfim, vejam! 

Comentários

  1. Eu ouvi esses tempos atras sobre o filme,mas ainda nem li o livro

    Gostei da sua resenha ❤

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Aaai esse filme está na minha lista de filmes que quero ver ainda esse ano.
    Na verdade não sei se vou conseguir assistir no cinema por problemas de $
    Maaas quero muito ver, de qualquer jeito...

    ResponderExcluir

Postar um comentário