Crítica: O Rei do Show

Eu nem acreditei quando eu e Clara fomos convidadas para uma pré-estreia especial do O Rei do Show, na última segunda-feira (18). Clara estava, obviamente, muito empolgada por Zac Efron e eu por ser um musical (aloka dos musicais, eu sou). O filme está com previsão de estreia no Brasil para próxima semana, mas já é possível encontrar algumas sessões em alguns cinemas. 


O Rei do Show é baseado na história verídica de P. T. Barnum, bastante romantizada, para ser bem honesta. Hugh Jackman dá vida ao showman empreendedor da área de entretenimento que usou de alguns truques (fraudes) e do seu carisma para fazer fama. Nós acompanhamos toda a trajetória do empresário, desde a época em que ele era apenas o filho de um alfaiate apaixonado por uma menina rica, interpretado por um ator mirim; as dificuldades que enfrentou para se ajustar em empregos "normais" e o apoio de sua mulher, Charity Barnum (Michelle Williams), nessa época; até a criação do circo de "freaks" e o ápice do seu sucesso. No meio do caminho, Barnum vê na possibilidade de trazer Phillip Carlyle (Zac Efron) para o seu lado, uma forma de aproximar os seus espetáculos a um público mais elitizado. 


Os freaks naquela época eram pessoas com deficiência, anomalias ou até mesmo que tinham alguma característica que se destacava de forma negativa para padrão do que a sociedade julgava como normal. A história do filme vende que Barnum criou o circo tanto por apostar ser algo inovador e ganhar dinheiro com isso, mas principalmente como um lugar onde essas pessoas excluídas da sociedade pudessem ser admiradas pelos suas diferenças, tomando um lugar ao holofote e saindo da escuridão. Apesar de eu achar que essa não tenha sido a verdadeira intenção do Barnum verdadeiro, o enredo criado para o musical traz uma mensagem muito bonita. 


Mais uma vez, se tratando de um filme do gênero musical, eu não acho que todo mundo vai gostar de forma unanime. As músicas são bem POP e trazem um ritmo gostoso que dá vontade de levantar da cadeira e dançar junto com os atores. Assim como os números musicais também são muito bem produzidos e envolventes. Para quem não gosta de musicais que são totalmente cantado, como Os Miseráveis que também foi estrelado pelo Hugh Jackman, pode ficar tranquilo que esse não é o caso do O Rei do Show. Algo que me animou muito também foi saber que as músicas desse filme são dos mesmos compositores de La La Land - quem acompanha o PN, há mais tempo, sabe o quanto eu amei La La Land!!


Quero destacar, como sempre, as personagens femininas da história. A força de todas elas é admirável! Até da Jenny Lind (Rebecca Fergunson) , uma jovem cantora londrina que Barnum decide investir e acaba desviando um pouco do foco. Clara pegou ranço da mulher (haha), mas eu achei ela uma mulher muito decidida e em determinado ponto mostrou que sabia como virar o jogo a seu favor (não quero dar spoiler). Nem preciso falar da mulher de Barnum, com certeza, ele não seria nada sem o apoio dela. A atriz Zendaya que interpreta da Anne Wheelder, uma trapezista negra que irá se envolver romanticamente *coraçãozinho* com o Phillip Carlyle está maravilhosa nesse papel. E dentre todas essas mulheres, eu quero destacar a atriz Keala Settle, que fez A Mulher Barbada. Bem, quando vocês virem o filme vão saber do que estou falando (apesar de não ter dito nada haha).


Para quem quiser já ir esquentando, a trilha sonora completa já está disponível no Spotify e é possível ver alguns tutoriais de dança da música This is me. Foi difícil escolher qual a minha música favorita, mas sempre fico muito animada quando ouço The Other Side. O musical já está sendo indicado para vários prêmios e posso apostar que estará na lista dos indicados ao Oscar. Então, aproveita para ver esse musical lindo nos cinemas!

Fotos da pré-estreia:



  

Comentários

  1. Que homem esse Zac, hein? hahaha <3
    Brincadeiras a parte, o filme é excelente!

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