Não é sobre superstição (mas poderia ser)

Quem me segue nas redes sociais deve ter lido que eu pisei em um cocô esses dias e se não bastasse, eu pisei num vômito também (no mesmo dia!). Péssimo, né? Mas dizem que pisar no cocô é sinal de sorte e é sobre isso que vou falar nesse post.



Para quem ama a terra do Leprechaun (Irlanda) acreditar em lendas e superstições é requisito mínimo. Mas não é sobre superstição que eu quer falar. Talvez de fé. Talvez sobre a forma como encaramos as coisas que vida nos dá.

Eu poderia ter chegado muito bolada em casa (e confesso que não fiquei muito feliz em ter que lavar o meu par de tênis. Sim, eu pisei em cada excremento (vômito é excremento?) com um dos pés. Mas também não encarei como fim do mundo - talvez eu tenha me agarrado um pouco de mais nessa ideia da sorte.


Só que olha que curioso. Eu realmente estava planejando lavar o meu tênis e esse foi mais do que um belo incentivo - bastante nojento, vamos combinar, mas agora meu tênis está limpinho!

E me agarrar essa ideia, após essa situação péssima, de que coisas boas poderiam vir proveniente da sorte, do acaso, do destino ou da vida, ou do tipo, "as coisas aconteceriam da mesma forma", fez eu ter um olhar mais positivo e super valorizar as pequenas coisas - ou até mesmo conjecturar que o universo estava conspirando ao meu favor para que as coisas dessem certo.

Por fim, eu acho que esse é ponto de pisar no cocô: você passa por uma situação tão nojenta-estranha-chata que você começa a olhar para o resto como sendo bem melhor que aquilo. Ou você pode levar como o começo de uma série de casos de azar. Mas não recomendo. A vida já é dura de mais, então, é melhor focar nas coisas boa, como a sorte e esquecer essa parte do azar. 

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