Deixa as pessoas: preconceito com gênero literário?

Hoje a coluna é pra ser curta e grossa, como a resposta que todos nós precisamos dar para qualquer um que começar a bostejar qualquer tipo de preconceito do nosso lado. Hoje vamos falar de preconceito com gêneros literários e a necessidade que certas pessoas sentem de denigrir um gênero em favor de outro ou de categorizar todo um gênero como algo completamente sem prestígio e sem valor.

No final do ano passado, a internet foi tomada por debates sobre esse assunto depois que um post ridículo de um ser humano que falava basicamente o que comentei no parágrafo aí de cima. Essa não foi a primeira vez que uma discussão do gênero assolou as redes sociais e, com certeza, também não será a última. O preconceito literário existe e está sendo difundido por aí. É nossa obrigação como leitores e escritores lutar contra ele.

"Mas, Clara, o que é preconceito literário?"

Se você vive embaixo de uma pedrinha e não teve o desprazer de ver ninguém comentando nada nocivo sobre livro nenhum, te explico: preconceito literário é quando alguém julga um livro ou um gênero pejorativamente, desprestigiando-o em relação àqueles livros que são entendidos como "verdadeira literatura".


O romance erótico, o "chicklit" (esse termo já dá uma outra coluna, né?) e os livros adolescentes (YA) são alguns dos gêneros mais atacados por essas pessoas maravilhosas. 

Eu falei que a coluna ia ser rápida porque eu acredito que em pleno 2018 eu não preciso mais EXPLICAR porque que ter preconceito com algum gênero literário é completamente antiquado e conservador, né?

Os gêneros mais criticados são, justamente, aqueles que mais trouxeram novos leitores para o mercado e mais formaram novos amantes de livros e da literatura. Os jovens são o maior público consumidor de livros e as mulheres sempre leram mais do que os homens (desde que elas tiveram autorização pra ler e viver uma vida como um ser humano, né mores?).



E se você quer que todo mundo só leia aquilo que você gosta, você tá errado, amor! Somos livres para ler aquilo que nos faz feliz, que enche nosso coração de emoção e que nos faz sair correndo para a livraria! Que mania de querer se meter na vida dos outros! Deixa as pessoas lerem Machado, John Green, E.L. James, Meg Cabot, Larissa Siriani, Stephanie Perkins, Julia Quinn, Anna Toad, Lolita Pille, Proust... DEIXA AS PESSOAS.

Seu palpite será muito bem-vindo quando ele for requerido. Até lá, vai ler o que você quiser e não se mete na leitura dos outros! Nem na escrita, né? Se eu ganhasse um centavo para cada olhar desaprovador que eu ganho quando digo que escrevo livros para adolescentes (mas isso é história pra outro post...). Para fechar o post com um lindo hino de 2017, mas que será para sempre atemporal:


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