Como a música influencia nossa escrita

Olá, amores!
Quem já leu algum livrinho meu ou conhece pelo menos os títulos, deve saber que a música tem muita influência nas minhas histórias. Afinal, não é a toa que eu tenho um livro chamado Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos. Tiete! também é um livro muito musical e Chinelo e Salto Alto tem uma quote de música na abertura de todos os capítulos. E, além disso, todos os meus livros tem uma playlist lá no Spotify.
Mas, mesmo assim, o link pode não parecer tão claro. E, obviamente, nossos processos criativos podem ser diferentes e você pode ter horror só de pensar em misturar música com literatura. Se for esse o caso, talvez essa coluna não seja para você. Porque hoje quero falar sobre como a música influencia meu processo de escrita e me ajuda a produzir melhor.




A música funciona basicamente de três formas principais para mim: 
a) Música como forma de inspiração quando estou bloqueada As playlists são para que os leitores possam imergir na história, é claro, ma…

Resenha: The Break

Escrever sobre Marian Keyes pra mim é sempre uma honra, mas também uma grande responsabilidade. Principalmente porque acho muito difícil traduzir em palavras o impacto que a escrita dela tem sobre mim. É impossível enumerar o tanto de coisa que os livros dela já me ensinaram.



Sobre a vida, sobre relacionamentos, sobre humor e também sobre escrita.


Com The Break não foi diferente. Ele foi um daqueles livros que eu enrolei a leitura só para prolongar pelo máximo de tempo possível. Vocês costumam fazer isso também? Com quais livros? E com quais autores? 

Com a Marian Keyes eu faço isso sempre. Principalmente quando a atmosfera do livro é daquelas que dá vontade de morar dentro. 

The Break começa com Hugh, marido da Amy, pedindo um tempo de seis meses do casamento deles para fazer uma viagem pela Ásia na tentativa de ~se encontrar~. 

Amy, desesperada e com três filhas adolescentes para criar, se vê aceitando as condições do marido por saber que ele já não é mais o mesmo desde a morte do seu pai. E entender que aqueles seis meses de tempo poderia ser a salvação para o casamento estagnado deles. 

Ou não. 

Pois também há grandes chances de ser o fim definitivo para a união dos dois, que apesar de ter muitos pontos positivos, têm uns tantos negativos também. 

Afinal, nem tudo são flores. Principalmente se tratando de casamentos.


Porém, o ponto de virada do livro é que se Hugh tem seis meses de tempo para fazer o que desse na telha, Amy também. 

E são as escolhas que eles fazem durante esse tempo e a incerteza de que o casamento deles vai sobreviver a tais escolhas que faz o leitor devorar as 567 páginas do livro. 

Contudo, sendo um livro de Marian Keyes, é claro que a trama não gira apenas em torno da relação ou não-relação do casal. 

Esse livro originalmente seria uma continuação do livro “Melancia”, o primeiro livro da série da família Walsh, também o primeiro livro publicado pela autora. Mas ela disse no bate-papo na Bienal do Livro de São Paulo (2016) que preferiu não fazer a Claire, personagem principal de “Melancia”, sofrer mais do que ela já sofreu no primeiro livro. Logo, “The Break” acabou sendo um livro único, mas com uma família com um clima tão ótimo quanto a família Walsh. 

Essa é uma das melhores coisas do livro. A relação de Amy com as filhas adolescentes é outra. As lições de feminismo e Girl Power que são passadas de uma para outra são de aplaudir de pé. 

O livro ainda nem chegou ao Brasil (calculo que deva chegar no ano que vem, pois a Bertrand, editora que publica dos livros da Marian Keyes aqui, sempre está em dia com os lançamentos da autora), mas eu já estou ansiosa para o próximo lançamento da autora. 

Como sempre fico.
Mais sobre o livro

Título original: The Break
Autora: Marian Keyes
Ano: 2017
Editora: Penguin
Páginas: 400

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