Como a música influencia nossa escrita

Olá, amores!
Quem já leu algum livrinho meu ou conhece pelo menos os títulos, deve saber que a música tem muita influência nas minhas histórias. Afinal, não é a toa que eu tenho um livro chamado Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos. Tiete! também é um livro muito musical e Chinelo e Salto Alto tem uma quote de música na abertura de todos os capítulos. E, além disso, todos os meus livros tem uma playlist lá no Spotify.
Mas, mesmo assim, o link pode não parecer tão claro. E, obviamente, nossos processos criativos podem ser diferentes e você pode ter horror só de pensar em misturar música com literatura. Se for esse o caso, talvez essa coluna não seja para você. Porque hoje quero falar sobre como a música influencia meu processo de escrita e me ajuda a produzir melhor.




A música funciona basicamente de três formas principais para mim: 
a) Música como forma de inspiração quando estou bloqueada As playlists são para que os leitores possam imergir na história, é claro, ma…

Resenha: A elegância do ouriço

Alguém me indicou esse livro falando que ele era muito engraçado. Quando dei de cara com a capa dele, fiquei 0% convencida de que ele realmente fosse me fazer rir. Mas a pessoa que me indicou estava coberta de razão, ele fez.
E muito.


Apesar da capa séria. E do título esquisito.

Que, aliás, foi a principal razão para eu ter comprado o livro.

O título foi a primeira coisa que instigou minha curiosidade.

Fiquei muito encantada quando percebi que a história do livro fazia jus a peculiaridade do título.

Ele conta a história de alguns moradores de um prédio chiquérrimo em Paris e da porteira que cuida e vive nas instalações do prédio, que julga o comportamento dos ricaços que moram lá com vários comentários ácidos que me deu vontade de tatuar no coração.

Tipo essa aqui:           

“Fico pensando se não era mais simples ensinar desde o início às crianças que a vida é absurda. Isso privaria a infância de alguns bons momentos, mas faria o adulto ganhar um tempo considerável Fico pensando se não era mais simples ensinar desde o início às crianças que a vida é absurda. Isso privaria a infância de alguns bons momentos, mas faria o adulto ganhar um tempo considerável”

Dentre os moradores os quais acompanhamos mais de perto ao longo da história está uma pré-adolescente que planeja cautelosamente o seu suicídio e um diretor de cinema oriental que não segue em nada as regras de convívio do edifício parisiense cheio de não-me-toques.



A menina suicida argumenta consigo mesma, através de reflexões profundas, as razões pelas quais ela não precisa continuar vivendo. A esperança de que ela fosse achar uma razão para continuar vivendo foi o que me fez avançar na leitura igual uma balada de canhão.

Claro que não vou contar se ela achou a tal razão ou não. Quem quiser saber, pode ler o livro que tenho certeza que se você gosta de uma leitura mais reflexiva não vai se arrepender.

Acho que minha principal surpresa com esse livro foi descobrir que uma leitura reflexiva também pode ser engraçada. A interação dessa menina desesperançada com a porteira rabugenta do prédio e o diretor de cinema que não está nem aí para as convenções sociais é uma das coisas mais fofas que já li.

Dá vontade de ler de novo só de falar.

Talvez eu releia mesmo. Quem sabe eu não posto um diário de releitura aqui no PN? 





Mais sobre o livro

Título original: L' ELÉGANCE DU HÉRISSON
Autora: Muriel Barbery
Ano: 2008
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 352

Comentários

  1. Ah Deuss mais um pra minha lista enormeeeee!!
    Gostei, nunca li nada parecido.
    Já baixei? Já! Porque sou dessas.

    xoxo

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