Como a música influencia nossa escrita

Olá, amores!
Quem já leu algum livrinho meu ou conhece pelo menos os títulos, deve saber que a música tem muita influência nas minhas histórias. Afinal, não é a toa que eu tenho um livro chamado Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos. Tiete! também é um livro muito musical e Chinelo e Salto Alto tem uma quote de música na abertura de todos os capítulos. E, além disso, todos os meus livros tem uma playlist lá no Spotify.
Mas, mesmo assim, o link pode não parecer tão claro. E, obviamente, nossos processos criativos podem ser diferentes e você pode ter horror só de pensar em misturar música com literatura. Se for esse o caso, talvez essa coluna não seja para você. Porque hoje quero falar sobre como a música influencia meu processo de escrita e me ajuda a produzir melhor.




A música funciona basicamente de três formas principais para mim: 
a) Música como forma de inspiração quando estou bloqueada As playlists são para que os leitores possam imergir na história, é claro, ma…

Série: The Handmaid's Tale

Quando The Handmaid's Tale estreou, eu não senti muito interesse em ver a série. Imaginei que fosse algo de época e não corri muito atrás para saber sobre o que era. Recentemente, uma amiga do trabalho contou um pouco sobre o livro o qual a série é baseada e em uma conversa sobre distopias e eu fiquei muito empolgada em ver. Mas foram as indicações e os prêmios que a série ganhou no Golden Globes 2018 que me fizeram sair correndo para ver.

A série retrata um futuro onde a taxa de infertilidade está muito alta no mundo todo e um grupo radical com bases religiosas acaba tomando o poder dos Estados Unidos e instaurando a República de Gilaede. Nessa nova ordem, as mulheres são subjugadas não tendo direito a ter qualquer propriedade, controlar dinheiro e até mesmo a ler. Em uma sociedade baseada em castas, as mulheres férteis são "recrutadas" (lê-se: obrigadas!) a serem servas (Handmaid) das famílias da elite governante sendo obrigadas a participar de estupros ritualizados pelos comandantes de cada casa na presença de suas esposas. 


Nessa primeira temporada, nós acompanhamos alguns personagens dentro desse sistema mostrando um pouco de como eles chegaram onde estão. A principal personagem é a June (Elisabeth Moss) que tem o seu nome mudado para Offred (vale a pena prestar atenção durante a série do porque dessa mudança e dessa escolha). Ela é capturada em quanto tentava fugir com o marido e a filha para o Canadá.


Acredito que qualquer coisa que eu conte a mais sobre essa história pode estragar a sua experiência com a série. Para os amantes dos livros, a série é baseada no livro homônimo em inglês de Margaret Atwood publicado em 1985. Aqui no Brasil, o livro foi publicado pela Editora Rocco e tem cerca de 370 páginas com o nome O Conto da Aia. A segunda temporada só será lançada em Abril, então, ainda dá tempo de correr atrás para ler o livro e ver a primeira temporada. Pelo que pesquisei é possível acompanhar a série no canal Paramount.


Apesar de ter cenas muito fortes, as problemáticas apresentadas são muito pertinentes quando paramos para pensar que estamos caminhando para a radicalização de alguns pensamentos em nossa sociedade. O pior é que muitos pontos apresentados na série já existiram ou existem de alguma forma no mundo. The Handmaid's Tale é mais que uma série de ficção científica, é um alerta do que devemos evitar que nossa sociedade se torne. 

Comentários

  1. esse seriado é mt forte, mas mds do céu é mt maravilhoso.
    estou ansiosa pela continuação dele <3 acho que tem mt coisa que dá pra ser abordada ainda.
    Seguindo o Coelho Branco

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