Uma história sobre contar histórias



PLIM. Do nada surge uma ideia.



Dependendo de onde a gente está, e de como a gente prefere trabalhar, corremos para o computador, para o celular, para o caderninho ou até mesmo para a notinha de supermercado que ficou amassada no bolso, quando não temos opção.

O importante é anotar aquilo que surgiu na nossa cabeça e mexeu com o nosso interior antes que a ideia tome chá de sumiço e desapareça da cabeça.

E PIMBA. Com aquilo anotado, o pontapé inicial foi dado.

Agora só falta escrever as milhares de outras palavras que vão organizar, compor, e, em casos mais extremos, até mesmo contradizer a ideia inicial.

Sempre fiquei muito encucada com como algo que surge de um segundo para o outro, dentro da nossa própria imaginação, quando a gente menos espera, pode nos transformar tanto.

A ponto de se tornar a atividade que domina a maior parte dos nossos dias.

Ou pelo menos do meu dia.

Quando eu estou embarcando numa história nova, que é mais ou menos o que anda acontecendo agora por aqui, explorar os quatro cantos do universo que inventei ou sentar para tomar um café com os personagens que ainda não conheço direito são os melhores programas do mundo.

Sinto que tenho o mundo em minhas mãos, mas na verdade ele está na minha cabeça, acontecendo através dos meus dedos, me deixando com a impressão muito encorajadora de que eu tenho poder sobre alguma coisa.

Mesmo que essa tal coisa só aconteça na tela do meu computador.

Mas apesar da convicção de que tenho o controle de tudo, a medida que os personagens vão ganhando força, são eles que tomam o comando, sendo donos de suas próprias decisões, me deixando com o papel secundário de apenas redigir como falam, pensam e agem.

Quando eu vou ver, aquela ideia que tive num dia qualquer não é mais só minha.

E a sensação é ótima.

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